ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL e ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O FOMENTO DAS FERROVÍAS LATINO-AMERICANAS A.I.F. F.L.A. PROJETO DE TRENS TURÍSTICOS PRIMEIRAS ANÁLISES E CONCLUSÕES Elaborado por A.I.F.F.L.A. (Seção profissional da Associação Freunde Lateinamerikanischer Bahnen, FLB) com sede em Winterthur, Suíça
ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL COOPERAÇÃO GOVERNO DO ESTADO/A.I.F.F.L.A. (FLB) PROJETO: TRENS TURÍSTICOS PRIMEIROS ESTUDOS Elaboração de um inventário das linhas. (Tabela A) Tabelas 1 e 2: Análise do tráfego existente (tráfego de carga) usando os volumes de carga transportada dividindo-os pela capacidade por trem. Análise do número de estações existentes, as distâncias entre as estações e as distancias totais. Análise da população local ao longo das linhas férreas. Análise do potencial turístico nos municípios ao longo das linhas férreas. Tabelas 3 a 8 Elaboração de horários fictivos para demonstrar as possibilidades de um tráfego misto para carga e passageiros (turístico) em cada linha. TABELA: A INVENTÁRIO DAS LINHAS FERROVIÁRIAS NO ESTADO DE SANTA CATARINA
As linhas mencionadas ao alto foram transferidas em dezembro de 1996 da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) à Ferrovía Sul Atlântico (FSA, que hoje forma parte da América Latina Logística, ALL) e para a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) em janeiro de 1997 respectivamente. As empresas ALL/FSA e FTC operam trens de carga nas linhas abertas ao tráfego. Anteriormente, sob o controle da RFFSA, a quase totalidade das linhas foi percorrido por trens de passageiros, com a exceção da parte Lajes-Vacaría (RS) da linha Tronco Sul. Os trens de passageiros foram suprimidos entre 1970 e 1990. Posteriormente a RFFSA em conjunto com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) correu trens turísticos com locomotivas a vapor em seções da linha Mafra-São Francisco do Sul e na rede da FTC entre Tubarão e Criciuma. Esses serviços continuam sendo operados. PROJETOS DE TRENS DE PASSAGEIROS NÃO REALIZADOS A RFFSA projetou nos fins dos anos 1980 um serviço de trem rápido entre as capitais riograndense, Porto Alegre, e paranaense, Curitiba, passando pela linha Tronco do Sul Vacaría (RS)-Lajes-Mafra. Este projeto não foi realizado. Na cidade de Blumenau (SC) existe um projeto de trem urbano de forma VLT (veículos leves sobre trilhos ou bonde). OUTROS PROJETOS NÃO REALIZADOS Ferrofrango: Linha de carga entre Herval dOeste et Chapadão do Sul, no Oeste do Estado. INTRODUÇÃO LINHAS TUBARÃO URUÇANGA E CRICIÚMA - IMBITUBA Essa linha já é bem conhecida como linha turística com os trens puxados pelas "Marías-fumaças". A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) já presta serviços valiosos pela preservação desses trens. A infra-estrutura dessa linha presenta-se em estado bom. A ocupação das linhas dessa rede pelos trens de carga não é conhecida. Com a utilização das instalações nas estações intermediárias e uma regularização mais rígida dos horários dos trens de carga, será possível de integrar trens turismo adicionais nessas linhas. Em conjunto com a concessionária estrada de ferro Dona Tereza Cristina o Estado de Santa Catarina e a ABPF (seção de Tubarão) deverão estabelecer um programa de serviços regulares de trens turísticos nessa linha. A maior cidade da região é a de Criciúma que atualmente não tem roteiros turísticos regulares, era importante de captar também este mercado existente, sem abandonar o de Tubarão. Os trens turísticos nos períodos altos de turismo (verão, dias feriados etc.) deveram ser freqüentes (vários viagens por semana) e puxados exclusivamente por locomotivas a vapor. Nos outros períodos os trens deverão correr nos fins de semana, puxados alternativamente por locomotivas a vapor ou diesel. Para manter um fluxo permanente de passageiros, seria importante prestar tais serviços numa forma regular, por exemplo:
CORREDOR PRINCIPAL Seções: São Francisco do Sul Mafra; Mafra Porto União; Porto União Videira; Videira Marcelino Ramos. O corredor São Francisco do Sul Marcelino Ramos (e eventualmente até Passo Fundo ou Porto Alegre), deverá ser visto como um corredor completo no qual se poderia eliminar as quatro seções mencionadas ao alto. Estas linhas foram transferidas da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) à Ferrovia Sul Atlântico (FSA) e depois à América Latina Logística (ALL). Na situação atual, as seções se encontram em condições de operação bem diferente.
ESTRADA DE FERRO SANTA CATARINA ITAJAÍ BLUMENAU S. J. DE AGROLÂNDIA Essa Ferrovia foi erradicada em 1975 pela operadora RFFSA por ser anti-econômica. Existe uma iniciativa local no município de Rio do Sul para revitalizar a parte alta dessa Ferrovia. Como projeto isolado não será económicamente muito viável. Uma reimplantação dessa linha na sua extensão completa desde Itajaí, atravessando a cidade de Blumenau e até Rio do Sul será a variante mais viável, incluindo o projeto de VLT em Blumenau e um serviço de subúrbios entre Itajaí e Blumenau, usando a parte superior dessa linha para operações turísticas. Essa linha precisará de estudos mais profundos fora do presente projeto. PRIMEIRAS CONCLUSÕES E PROPOSTAS Em geral as ferrovías são sistemas de transporte integrados com serviços de trens de carga e passageiros nas mesmas linhas. Em vista de esse fato é importante estabelecer horários mostrando as capacidades das linhas em estudo. O projeto é dividido em seções como segue: Linha São Francisco do Sul Mafra Linha Mafra Porto União Linha do Contestado Porto União Marcelino Ramos Rede de Tubarão com as linhas: Tubarão Imbituba, Tubarão Criciúma, Ramal Esplanada Uruçanga Linha Tronco do Sul Mafra - Lajes Linha da antiga Estrada de Ferro Santa Catarina A linha Mafra Lages não é incluída no presente projeto por ser de menor importância do ponto de vista turístico. A E.F.Santa Catarina não é incluída no presente projeto por não ter no momento infra-estrutura ferroviária. Essa linha será sujeito a um estudo separado. A conclusão é que as linhas São Francisco do Sul Mafra, Mafra Porto União, Porto União Marcelino Ramos e a Rede de Tubarão, em estado presente, tem capacidades suficientes para uma operação mista para carga e passageiros. No caso da linha Porto União Marcelino Ramos, é importante destacar que o projeto deverá incluir também a continuação dessa linha no estado Rio Grande do Sul até Passo Fundo com eventual continuação dos serviços turísticos até a capital riograndense, Porto Alegre. RECOMENDAÇÃO ORGANIZACIONAL Os estados SANTA CATARINA e RIO GRANDE DO SUL deverão fundir uma companhia operadora mista pública-privada com uma maioria de até 90% nos mãos dos dois estados, envolvendo municípios interessados e empresas particulares de todos os setores. Esta companhia deverá tomar à sua carga a manutenção e operação da linha do Contestado entre Porto União e Passo Fundo onde a ALL não corre trens de carga. Nas demais linhas a mesma companhia será a operadora dos trens turísticos. Para reduzir os custos da operação o corredor São Francisco do Sul Mafra Porto União Marcelino Ramos Passo Fundo ( - Porto Alegre) deve ser operado como uma entidade singela. Outra entidade será a rede de Tubarão. No futuro uma terceira entidade deverá ser criada para a E. F. Santa Catarina. A mesma operadora correrá trens de turismo/passageiros em todas as linhas mencionadas e trens de carga na linha do Contestado entre Porto União, Marcelino Ramos e Passo Fundo. Nos pontos extre-mos dessa linha os trens de carga passaram à responsabilidade da ALL (América Latina Logística). QUESTÕES É possível para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul de assumir a responsabilidade para a ferrovia do Contestado entre Porto União e Passo Fundo? É possível para os dois estados mencionados a criação de uma companhia ferroviária operadora para serviços de carga e passageiros/turisticos? É possível integrar empresas particulares dos setores turismo, agricultura e indústria e os municípios nessa companhia? FUNÇÕES DESSA COMPANHIA (parte pública com exceção dos municípios) Operação de trens de carga e passageiros/turismo. Manutenção da infra-estrutura da linha do Contestado. Manutenção do material rodante (locomotivas, automotrizes e carros de passageiros). Comercialização dos serviços oferecidos. Coleção e geração dos fundos disponíveis. FUNÇÕES DOS DEMAIS MEMBROS DESSA COMPANHIA MUNICÍPIOS Pôr a disposição de terrenos às pessoas que moram sob terrenos ferroviários. Renovação e manutenção das estações ferroviárias. Renovação e manutenção das vias de acesso às estações ferroviárias. Alugar espaços não usados para o tráfego ferroviário nas estações à pessoas individuais para abrir negócios, restaurantes etc. EMPRESAS DE TURISMO Comercialização dos serviços. Venta de passagens. Recepção dos turistas. Organização dos transportes em ligação aos trens. OUTRAS EMPRESAS Comercialização e organização dos transportes de carga. Manutenção das vias de carga e descarga. Eventualmente manutenção de frota própria de vagões. RECOMENDAÇÕES PARA A INFRA-ESTRUTURA FERROVIÁRIA LINHAS EM OPERAÇÃO PELA AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA Em geral a operadora dos trens de passageiros/turismo pagará direitos de uso dessas linhas. Em caso de faltas importantes na infra-estrutura das linhas da ALL (que podem prejudicar o tráfego de passageiros) a operadora dos trens de passageiros efetuará as obras de melhoria e os custos respeitáveis serão deduzidos dos direitos a pagar à ALL. LINHAS EM OPERAÇÃO EXCLUSIVA PELA OPERADORA DOS TRENS DE PASSAGEIROS/ TURISMO Numa primeira etapa a operadora efetuará trabalhos de conservação da infra-estrutura existente, com re-emplazo de parte dos dormentes podres e re-emplazo dos trilhos quebrados. Nos dois casos usando material de segunda mão. A velocidade dos trens de passageiros/turismo puxados por locomotivas deverá acender à 25-35 km/h, para as automotrizes (litorinas) à 30-40 km/h, os trens de carga 15-25 km/h. A infra-estrutura será a reduzir de tal maneira que será suficiente para o tráfego expectado, com um mínimo de AMVs (aparelhos de mudança de via). Instalação de um sistema de rádio para o controle do tráfego dos trens. Instalação de dispositivos de segurança em passos a nível importantes (em rodovias com alta densidade de tráfego). Numa segunda etapa a operadora efetuará trabalhos de melhoria geral da infra-estrutura completa da linha do Contestado, com a possibilidade para aumentar a velocidade dos trens de cada categoria. As velocidades deveram atingir até 50 km/h para os trens de passageiros/turismo puxados por locomotivas, até 65 km/h para as litorinas e até 40 km/h para os trens de carga. QUESTÕES Existem programas de trabalho para pessoas desempregadas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul? Existe a possibilidade de comprar material usado (trilhos, dormentes, AMVs) da RFFSA ou de uma outra ferrovia no Brasil? ARGUMENTO O emprego de pessoas desempregadas para a mão-de-obra ajudará reduzir os custos da manutenção da infra-estrutura. O uso de material usado reduz também os custos de forma sensivelmente. PROPOSTA Na primeira etapa o re-emplazo de 1 dormente sob 4 (25%), a eliminação da vegetação e o re-emplazo dos trilhos quebrados, possibilitará a renovação da via permanente a um custo inferior à 15'000 US$ ao quilometro. RECOMENDAÇÕES PARA MATERIAL RODANTE É previsto uma oferta de trens regulares das classes seguintes: Trem de Luxo com locomotivas diesel entre São Francisco do Sul Mafra Porto Uniáo Marcelino Ramos Passo Fundo Porto Alegre. Trens puxados por locomotivas a vapor em diversas seções da linha São Francisco do Sul Mafra, em seções da linha do Contestado, na rede de Tubarão. Trens puxados por locomotivas diesel em diversas seções da linha São Francisco do Sul Passo Fundo e na rede de Tubarão. Serviços por automotrizes (Litorinas) em diversas seções da linha São Francisco do Sul - Passo Fundo. QUESTÕES Qual é a quantidade de locomotivas a vapor disponíveis e em estado operativo nos dois sistemas (Tubarão e São Bento do Sul, as da ABPF inclusive)? Qual é a quantidade de locomotivas à diesel disponíveis na área de influencia? (sem contar as da ALL e FTC) Qual é a quantidade de carros de passageiros disponíveis na área de influencia? Qual é a quantidade de litorinas (automotrizes) disponíveis na área de influencia? Existe a possibilidade de comprar ou receber material rodante da RFFSA? Serão necessários varias litorinas (de fabricação Budd/USA ou outras). Vários carros de passageiros (si possível de aço inoxidável, como por exemplo da antiga E.. Sorocabana, antiga FEPASA, ex-RFFSA Malha Paulista). Varias locomotivas diesel da ex-RFFSA. Todo o material deverá ser de bitola métrica. Existe a possibilidade de arrendar oficinas nas regiões de Videira, Joinville e Passo Fundo (localidades recomendadas, as localidades definitivas serão a determinar segundo as possibilidades)? ARGUMENTOS A companhia deverá ser independente no material rodante para não necessitar arrendar material rodante de outras operadoras. Para disponer diariamente de material rodante a companhia deverá mantener-o nas próprias oficinas. OS SERVIÇOS Os horários juntos á este estúdio preliminar dão uma impressão das possibilidades de uma oferta mista para o tráfego de carga e de passageiros/turismo. É importante destacar que nos serviços dos trens de passageiros/turismo é importante de oferecer diversas classes de trens (puxados por locomotivas a vapor, locomotivas diesel, litorinas) para atender a toda classe de turistas até passageiros interurbanos nas ligações oferecidas para captar todos os mercados potenciais. OUTRAS QUESTÕES IMPORTANTES SALÁRIOS Quais são os salários para maquinistas, chefes de estações, guarda trens, pessoal de manutenção da infra-estrutura? (incluindo impostos, seguros etc.) Indicações importantes para evaluar os custos da operação! CUSTOS DE USO DA INFRA-ESTRUTURA Quais são os custos cobrados pela ALL para correr trens de turismo/passageiros por trem/qulómetro despacho dos trens incluído (uso das linhas somente)? Quais são os custos cobrados pela FTC para correr trens de turismo/passageiros por trem/quilómetro despacho dos trens incluído (uso das linhas somente)? Indicações importantes para evaluar os custos da operação! CUSTOS DE OPERAÇÃO Quais são os custos de operação de trens a vapor, trens com locomotivas diesel, litorinas (automotrizes) segundo RFFSA (sem contar os salários), incluindo manutenção regular, carvão ou carburante, por quilometro de percurso? PREÇOS DE BILHETES Quais são as tarifas aplicadas nos trens de turismo existentes (de Tubarão; de Rio Negrinho). Indicações importantes para fixar a altura de tarifas possíveis! Quais são as tarifas das linhas de ônibus paralelas as linhas ferroviárias? As indicações deveriam ser feitas em Reais ou em US$. |
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