ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL
e
ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL
PARA O FOMENTO DAS FERROVÍAS
LATINO-AMERICANAS
A.I.F.F.L.A.
PROJETO DE TRENS TURÍSTICOS
PRIMEIRAS ANÁLISES E CONCLUSÕES
Elaborado por
A.I.F.F.L.A.
(Seção profissional da Associação
Freunde Lateinamerikanischer Bahnen, FLB)
com sede em Winterthur, Suíça
Peter Lais
Presidente
Hulfteggstrasse 36/18
CH-8400 Winterthur
Suíça
Tel. +41 / 52 / 202.95.06
Cellular +41 / 79 / 784.94.30 |
Samuel Rachdi
Relações públicas
Bahnhof
CH-6422 Steinen SZ
Suíça
Tel. +41 / 41/ 832.01.34
Fax +41/ 41 / 832.01.35
|
ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL
COOPERAÇÃO GOVERNO
DO ESTADO/A.I.F.F.L.A. (FLB)
PROJETO: TRENS TURÍSTICOS
PRIMEIROS ESTUDOS
Elaboração de um inventário
das linhas. (Tabela A)
Tabelas 1 e 2:
Análise do tráfego existente
(tráfego de carga) usando os volumes de carga transportada dividindo-os
pela capacidade por trem.
Análise do número de
estações existentes, as distâncias entre as estações
e as distancias totais.
Análise da população
local ao longo das linhas férreas.
Análise do potencial turístico
nos municípios ao longo das linhas férreas.
Tabelas 3 a 8
Elaboração de horários
fictivos para demonstrar as possibilidades de um tráfego misto para
carga e passageiros (turístico) em cada linha.
TABELA: A
INVENTÁRIO DAS LINHAS
FERROVIÁRIAS NO ESTADO DE SANTA CATARINA
| No. |
Linha |
km |
Situação
atual |
| 1 |
São
Francisco do Sul-Joinville-Mafra |
211 |
Em operação,
carga, ALL/FSA |
| 2 |
Porto União-Herval
dOeste-Marcelino Ramos-Passo Fundo (RS) |
373 |
Não
em operação, ALL/FSA |
| 3 |
Mafra-Itaiópolis-Lajes-Vacaría
(RS) |
ca. 403 |
Em operação,
carga, ALL/FSA |
| 4 |
Itajai-Blumenau-Trombudo-S.J.
de Agrolândia |
180 |
Erradicação
em 1975 |
| 5 |
Subida-Ibirama |
10 |
Erradicação
em 1969 |
| 6 |
Imbituba-Tubarão-Esplanada-Posto
Sangão |
120 |
Em operação,
carga, FTC |
| 7 |
(Pinheirinhos)
Posto Sangão-Araranguá |
31 |
Erradicação
31/10/1970 |
| 8 |
Tubarão-Oficinas |
10 |
Em operação,
carga, FTC |
| 9 |
Oficinas-Lauro
Müller |
46 |
Erradicação
02/12/1981 |
| 10 |
Esplanada-Urussanga |
25 |
Em operação,
carga, FTC |
| 11 |
Urussanga-Rio
Deserto |
8 |
Erradicação
concluída |
| 12 |
Criciuma (Engenheiro
Paz Ferreira)-Rio Fiorita |
ca. 7 |
Em operação,
carga, FTC |
| 13 |
Mafra-Marcílio
Dias-Porto União |
249 |
Em operação,
carga, ALL/FSA |
| 14 |
Pinheirinhos-Mina
do Mato-Mina União |
9 |
Erradicação
10/01/1994 |
| 15 |
Marcílio
Dias-Canoinhas |
5 |
Erradicação
30/08/1976 |
As linhas mencionadas ao alto foram
transferidas em dezembro de 1996 da antiga Rede Ferroviária Federal
S.A. (RFFSA) à Ferrovía Sul Atlântico (FSA, que hoje
forma parte da América Latina Logística, ALL) e para a Ferrovia
Tereza Cristina (FTC) em janeiro de 1997 respectivamente.
As empresas ALL/FSA e FTC operam trens
de carga nas linhas abertas ao tráfego.
Anteriormente, sob o controle da RFFSA,
a quase totalidade das linhas foi percorrido por trens de passageiros,
com a exceção da parte Lajes-Vacaría (RS) da linha
Tronco Sul. Os trens de passageiros foram suprimidos entre 1970 e 1990.
Posteriormente a RFFSA em conjunto
com a Associação Brasileira de Preservação
Ferroviária (ABPF) correu trens turísticos com locomotivas
a vapor em seções da linha Mafra-São Francisco do
Sul e na rede da FTC entre Tubarão e Criciuma. Esses serviços
continuam sendo operados.
PROJETOS DE TRENS DE PASSAGEIROS NÃO
REALIZADOS
A RFFSA projetou nos fins dos anos
1980 um serviço de trem rápido entre as capitais riograndense,
Porto Alegre, e paranaense, Curitiba, passando pela linha Tronco do Sul
Vacaría (RS)-Lajes-Mafra. Este projeto não foi realizado.
Na cidade de Blumenau (SC) existe
um projeto de trem urbano de forma VLT (veículos leves sobre trilhos
ou bonde).
OUTROS PROJETOS NÃO REALIZADOS
Ferrofrango: Linha de carga entre
Herval dOeste et Chapadão do Sul, no Oeste do Estado.
INTRODUÇÃO
LINHAS TUBARÃO URUÇANGA
E CRICIÚMA - IMBITUBA
Essa linha já é bem
conhecida como linha turística com os trens puxados pelas "Marías-fumaças".
A Associação Brasileira
de Preservação Ferroviária (ABPF) já presta
serviços valiosos pela preservação desses trens.
A infra-estrutura dessa linha presenta-se
em estado bom.
A ocupação das linhas
dessa rede pelos trens de carga não é conhecida.
Com a utilização das
instalações nas estações intermediárias
e uma regularização mais rígida dos horários
dos trens de carga, será possível de integrar trens turismo
adicionais nessas linhas.
Em conjunto com a concessionária
estrada de ferro Dona Tereza Cristina o Estado de Santa Catarina e a ABPF
(seção de Tubarão) deverão estabelecer um programa
de serviços regulares de trens turísticos nessa linha.
A maior cidade da região é
a de Criciúma que atualmente não tem roteiros turísticos
regulares, era importante de captar também este mercado existente,
sem abandonar o de Tubarão.
Os trens turísticos nos períodos
altos de turismo (verão, dias feriados etc.) deveram ser freqüentes
(vários viagens por semana) e puxados exclusivamente por locomotivas
a vapor. Nos outros períodos os trens deverão correr nos
fins de semana, puxados alternativamente por locomotivas a
vapor ou diesel.
Para manter um fluxo permanente de
passageiros, seria importante prestar tais serviços numa forma regular,
por exemplo:
-
A cada domingo uma viagem de Tubarão
para Uruçanga, ida e volta.
-
A cada domingo de verão um viagem
de Tubarão para Imbituba, ida e volta.
-
Nos períodos de pico (Dezembro
até Março e em Júlio) viagens adicionais nas sextas
e sábados entre Tubarão e Imbituba, ida e volta.
-
A cada sábado e domingo uma viagem
de Criciúma para Imbituba, ida e volta, com a possibilidade (aos
domingos) de baldear em estação de Esplanada para/do trem
Tubarão Uruçanga (da manhã) e Uruçanga
Tubarão (de tarde).
-
Nas quartas e quintas (especialmente em
verão) viagens em parte da linha, por exemplo: Tubarão
Morro Grande, Criciúma Tubarão etc.
-
É importante que em cada viagem,
os trens param também nas estações intermediárias,
para oferecer possibilidades a todos de participarem dessa viagem e desfrutar
de todas as belezas das paisagens ao longo da linha.
-
As saídas de Tubarão ou
Criciúma, não deverão ser antes das 8.00 hs. da manhã
e as chegadas não deverão ser depois das 21.00 hs. É
importante que os trens correm em horários fixos.
-
É recomendado que a bordo desses
trens, um guia local (eventualmente multilingual) informa aos passageiros
sobre a região e um serviço de venda de bebidas, sanduíches
e artigos de recordações (postais, livros da região
e da ferrovia, camisetas e fitas de vídeo de toda a paisagem falado
em vários idiomas etc.) será instalado. Este serviço
devera ser efetuado em todos os trens.
-
Conjuntamente com empresas particulares
ou transportadoras municipais, será possível prestar serviços
rodoviários de combinação entre núcleos turísticos
(hotéis, praias, pontos de interesse geral, etc.) e as estações
da ferrovia. No caso em que já operam linhas de ônibus nessas
localidades será mais fácil desviar tais linhas até
as estações ferroviárias nos dias e horas de saída
e chegadas dos trens.
CORREDOR PRINCIPAL
Seções: São Francisco do
Sul Mafra; Mafra Porto União;
Porto União Videira; Videira Marcelino Ramos.
O corredor São Francisco do
Sul Marcelino Ramos (e eventualmente até Passo Fundo ou Porto
Alegre), deverá ser visto como um corredor completo no qual se poderia
eliminar as quatro seções mencionadas ao alto.
Estas linhas foram transferidas da
Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) à Ferrovia Sul Atlântico
(FSA) e depois à América Latina Logística (ALL).
Na situação atual, as
seções se encontram em condições de operação
bem diferente.
-
São Francisco do Sul Mafra: em
estado regular com tráfego de cargas até e desde o porto
de São Francisco do Sul; em parte dessa linha já trafegam
alguns trens turísticos na região de Rio Negrinho.
-
Mafra Porto União: situação
desconhecida, parece que correm poucos trens de carga, com a infra-estrutura
em estado regular o mau.
-
Porto União Videira e Videira
Marcelino Ramos: Não tem nenhum tráfego de cargas. Via
em estado pior, com trilhos velhos, leves e dormentes em mau estado. Antes
de iniciar um tráfego de trens turísticos nessa linha, deverão
passar por uma reforma parcial, com eliminação da vegetação
do leito da linha, troca dos trilhos quebrados e troca dos dormentes podres
(no mínimo trocar 400 dormentes por quilometro). Eliminação
de aparelhos de mudança de via (AMVs) onde não são
de necessidade para o tráfego dos trens (reduzindo descarrilamentos);
re-uso de trilhos de vias secundárias; controlar as pontes e túneis
e efetuar reformas leves no caso que se requere; para atingir uma velocidade
de um mínimo de 30 km/h. Os custos de reforma leve por km de linha
atingem cerca de US$ 15'000.
-
Possibilidades de serviços turísticos:
Os trens de passageiros ou de turismo são um meio ideal para mover
meias e grandes quantidades de passageiros. Os mesmos serviços podem
ser usados para viagens turísticos, de lazer, de trabalho, educacionais
ou viagens gerais até de subúrbio. O caso mais ideal é
de operar diferentes classes de trens turísticos com níveis
diferentes de conforto, como segue (em forma degressiva das tarifas):
-
TREM DE LUXO (Trem Hotel): puxado em geral
por locomotiva diesel, para trajetos longos (por exemplo São Francisco
do Sul-Mafra-Porto União-Herval dOeste-Marcelino Ramos e além)
com carros dormitórios, salão de luxo, restaurante etc.,
com ar-condicionado, guias locais para explicar a paisagem, atenção
ao cliente. Venda de artigos de recordações. Tarifa alta
incluindo comidas e transportes entre estações e hotéis,
sem reduções tarifárias exceto uma redução
limitada para crianças até 6 anos. Usando por exemplo o material
rodante do "Trem Ouro Verde" da antiga FEPASA (Linha São Paulo-Presidente
Prudente SP, carros em aço inoxidável) ou do antigo "Trem
Bandeirante" da RFFSA (que circulou entre Campinas SP e Brasília
DF, carros em aço-carbono).
-
TREM DE LAZER: puxado em geral por locomotiva
a vapor, em diferentes trajetos de meia distância, em geral com carros
de passageiros sentados, carro restaurante, guias etc. Usando as locomotivas
a vapor da ABPF ou outras e carros de aço-carbono ou de madeira
da antiga RFFSA. Com serviço de restaurante ou de bar ao bordo e
venda de artigos de recordações. Tarifa meia-alta. Reduções
para crianças e pessoas idosas.
-
AUTOMOTRIZES OU LITORINAS (por exemplo
automotrizes Budd da antiga RFFSA) para trajetos curtos oferecendo opções
de viagens entre pólos turísticos ou desde cidades importantes
até pólos turísticos e volta. Acompanhados por guias
turísticos. Com venda de bebidas e lanches e artigos de recordações.
Tarifa meia. Reduções para crianças e pessoas idosas,
reduções para famílias em tempos de baixa demanda.
-
TRENS COMUNS, puxados por locomotivas
diesel e compostos por carros de aço-carbono da antiga RFFSA, sem
guias e sem venda regular de bebidas e lanches. Estes trens serão
de interesse para grupos escolares, para gente de baixa renda etc. Estes
trens serão de rentabilidade baixa, neste caso somente correram
de forma limitada. Tarifa baixa, com diferentes reduções
para crianças, famílias, pessoas de baixa renda, idosos etc.
-
NOTA: Com a revitalizarão
desses trechos a construção da Ferrofrango (Herval dOeste-Chapadão
do Sul), projetada há algum tempo, poderão ser beneficiada.
A construção da Ferrofrango será de iniciativa privada.
ESTRADA DE FERRO SANTA CATARINA
ITAJAÍ BLUMENAU S. J. DE AGROLÂNDIA
Essa Ferrovia foi erradicada em 1975
pela operadora RFFSA por ser anti-econômica. Existe uma iniciativa
local no município de Rio do Sul para revitalizar a parte alta dessa
Ferrovia. Como projeto isolado não será económicamente
muito viável. Uma reimplantação dessa linha na sua
extensão completa desde Itajaí, atravessando a cidade de
Blumenau e até Rio do Sul será a variante mais viável,
incluindo o projeto de VLT em Blumenau e um serviço de subúrbios
entre Itajaí e Blumenau, usando a parte superior dessa linha para
operações turísticas. Essa linha precisará
de estudos mais profundos fora do presente projeto.
PRIMEIRAS CONCLUSÕES E PROPOSTAS
Em geral as ferrovías são
sistemas de transporte integrados com serviços de trens de carga
e passageiros nas mesmas linhas.
Em vista de esse fato é importante
estabelecer horários mostrando as capacidades das linhas em estudo.
O projeto é dividido em seções
como segue:
Linha São Francisco do Sul
Mafra
Linha Mafra Porto União
Linha do Contestado Porto União
Marcelino Ramos
Rede de Tubarão com as linhas:
Tubarão Imbituba, Tubarão Criciúma, Ramal Esplanada
Uruçanga
Linha Tronco do Sul Mafra - Lajes
Linha da antiga Estrada de Ferro Santa
Catarina
A linha Mafra Lages não é
incluída no presente projeto por ser de menor importância
do ponto de vista turístico.
A E.F.Santa Catarina não é
incluída no presente projeto por não ter no momento infra-estrutura
ferroviária. Essa linha será sujeito a um estudo separado.
A conclusão é que as
linhas São Francisco do Sul Mafra, Mafra Porto União,
Porto União Marcelino Ramos e a Rede de Tubarão, em estado
presente, tem capacidades suficientes para uma operação mista
para carga e passageiros.
No caso da linha Porto União
Marcelino Ramos, é importante destacar que o projeto deverá
incluir também a continuação dessa linha no estado
Rio Grande do Sul até Passo Fundo com eventual continuação
dos serviços turísticos até a capital riograndense,
Porto Alegre.
RECOMENDAÇÃO ORGANIZACIONAL
Os estados SANTA CATARINA e RIO GRANDE
DO SUL deverão fundir uma companhia operadora mista pública-privada
com uma maioria de até 90% nos mãos dos dois estados, envolvendo
municípios interessados e empresas particulares de todos os setores.
Esta companhia deverá tomar
à sua carga a manutenção e operação
da linha do Contestado entre Porto União e Passo Fundo onde a ALL
não corre trens de carga.
Nas demais linhas a mesma companhia
será a operadora dos trens turísticos.
Para reduzir os custos da operação
o corredor São Francisco do Sul Mafra Porto União Marcelino
Ramos Passo Fundo ( - Porto Alegre) deve ser operado como uma entidade
singela.
Outra entidade será a rede
de Tubarão.
No futuro uma terceira entidade deverá
ser criada para a E. F. Santa Catarina.
A mesma operadora correrá trens
de turismo/passageiros em todas as linhas mencionadas e trens de carga
na linha do Contestado entre Porto União, Marcelino Ramos e Passo
Fundo. Nos pontos extre-mos dessa linha os trens de carga passaram à
responsabilidade da ALL (América Latina Logística).
QUESTÕES
É possível
para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul de assumir a responsabilidade
para a ferrovia do Contestado entre Porto União e Passo Fundo?
É possível
para os dois estados mencionados a criação de uma companhia
ferroviária operadora para serviços de carga e passageiros/turisticos?
É possível
integrar empresas particulares dos setores turismo, agricultura e indústria
e os municípios nessa companhia?
FUNÇÕES
DESSA COMPANHIA (parte pública com exceção dos
municípios)
Operação de
trens de carga e passageiros/turismo.
Manutenção
da infra-estrutura da linha do Contestado.
Manutenção
do material rodante (locomotivas, automotrizes e carros de passageiros).
Comercialização
dos serviços oferecidos.
Coleção e
geração dos fundos disponíveis.
FUNÇÕES DOS DEMAIS
MEMBROS DESSA COMPANHIA
MUNICÍPIOS
Pôr a disposição
de terrenos às pessoas que moram sob terrenos ferroviários.
Renovação
e manutenção das estações ferroviárias.
Renovação
e manutenção das vias de acesso às estações
ferroviárias.
Alugar espaços não
usados para o tráfego ferroviário nas estações
à pessoas individuais para abrir negócios, restaurantes etc.
EMPRESAS DE TURISMO
Comercialização
dos serviços.
Venta de passagens.
Recepção dos
turistas.
Organização
dos transportes em ligação aos trens.
OUTRAS EMPRESAS
Comercialização
e organização dos transportes de carga.
Manutenção
das vias de carga e descarga.
Eventualmente manutenção
de frota própria de vagões.
RECOMENDAÇÕES PARA A INFRA-ESTRUTURA
FERROVIÁRIA
LINHAS EM OPERAÇÃO PELA AMÉRICA
LATINA LOGÍSTICA
Em geral a operadora dos trens de
passageiros/turismo pagará direitos de uso dessas linhas. Em caso
de faltas importantes na infra-estrutura das linhas da ALL (que podem prejudicar
o tráfego de passageiros) a operadora dos trens de passageiros efetuará
as obras de melhoria e os custos respeitáveis serão deduzidos
dos direitos a pagar à ALL.
LINHAS EM OPERAÇÃO EXCLUSIVA PELA
OPERADORA DOS TRENS DE PASSAGEIROS/ TURISMO
Numa primeira etapa a operadora efetuará
trabalhos de conservação da infra-estrutura existente, com
re-emplazo de parte dos dormentes podres e re-emplazo dos trilhos quebrados.
Nos dois casos usando material de segunda mão.
A velocidade dos trens de passageiros/turismo
puxados por locomotivas deverá acender à 25-35 km/h, para
as automotrizes (litorinas) à 30-40 km/h, os trens de carga 15-25
km/h.
A infra-estrutura será a reduzir
de tal maneira que será suficiente para o tráfego expectado,
com um mínimo de AMVs (aparelhos de mudança de via).
Instalação de um sistema
de rádio para o controle do tráfego dos trens.
Instalação de dispositivos
de segurança em passos a nível importantes (em rodovias com
alta densidade de tráfego).
Numa segunda etapa a operadora efetuará
trabalhos de melhoria geral da infra-estrutura completa da linha do Contestado,
com a possibilidade para aumentar a velocidade dos trens de cada categoria.
As velocidades deveram atingir até
50 km/h para os trens de passageiros/turismo puxados por locomotivas, até
65 km/h para as litorinas e até 40 km/h para os trens de carga.
QUESTÕES
Existem programas de trabalho
para pessoas desempregadas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do
Sul?
Existe a possibilidade de
comprar material usado (trilhos, dormentes, AMVs) da RFFSA ou de uma outra
ferrovia no Brasil?
ARGUMENTO
O emprego de pessoas desempregadas
para a mão-de-obra ajudará reduzir os custos da manutenção
da infra-estrutura.
O uso de material usado
reduz também os custos de forma sensivelmente.
PROPOSTA
Na primeira etapa o re-emplazo
de 1 dormente sob 4 (25%), a eliminação da vegetação
e o re-emplazo dos trilhos quebrados, possibilitará a renovação
da via permanente a um custo inferior à 15'000 US$ ao quilometro.
RECOMENDAÇÕES PARA MATERIAL
RODANTE
É previsto uma oferta de trens
regulares das classes seguintes:
Trem de Luxo com locomotivas diesel
entre São Francisco do Sul Mafra Porto Uniáo Marcelino
Ramos Passo Fundo Porto Alegre.
Trens puxados por locomotivas a vapor
em diversas seções da linha São Francisco do Sul
Mafra, em seções da linha do Contestado, na rede de Tubarão.
Trens puxados por locomotivas diesel
em diversas seções da linha São Francisco do Sul
Passo Fundo e na rede de Tubarão.
Serviços por automotrizes (Litorinas)
em diversas seções da linha São Francisco do Sul -
Passo Fundo.
QUESTÕES
Qual é a quantidade de locomotivas
a vapor disponíveis e em estado operativo nos dois sistemas (Tubarão
e São Bento do Sul, as da ABPF inclusive)?
Qual é a quantidade de locomotivas
à diesel disponíveis na área de influencia? (sem contar
as da ALL e FTC)
Qual é a quantidade de carros
de passageiros disponíveis na área de influencia?
Qual é a quantidade de litorinas
(automotrizes) disponíveis na área de influencia?
Existe a possibilidade de comprar
ou receber material rodante da RFFSA?
Serão necessários varias
litorinas (de fabricação Budd/USA ou outras).
Vários carros de passageiros
(si possível de aço inoxidável, como por exemplo da
antiga E.. Sorocabana, antiga FEPASA, ex-RFFSA Malha Paulista).
Varias locomotivas diesel da ex-RFFSA.
Todo o material deverá ser
de bitola métrica.
Existe a possibilidade de arrendar
oficinas nas regiões de Videira, Joinville e Passo Fundo (localidades
recomendadas, as localidades definitivas serão a determinar segundo
as possibilidades)?
ARGUMENTOS
A companhia deverá
ser independente no material rodante para não necessitar arrendar
material rodante de outras operadoras.
Para disponer diariamente
de material rodante a companhia deverá mantener-o nas próprias
oficinas.
OS SERVIÇOS
Os horários juntos á
este estúdio preliminar dão uma impressão das possibilidades
de uma oferta mista para o tráfego de carga e de passageiros/turismo.
É importante destacar que nos
serviços dos trens de passageiros/turismo é importante de
oferecer diversas classes de trens (puxados por locomotivas a vapor, locomotivas
diesel, litorinas) para atender a toda classe de turistas até passageiros
interurbanos nas ligações oferecidas para captar todos os
mercados potenciais.
OUTRAS QUESTÕES IMPORTANTES
SALÁRIOS
Quais são os salários
para maquinistas, chefes de estações, guarda trens, pessoal
de manutenção da infra-estrutura? (incluindo impostos, seguros
etc.)
Indicações importantes
para evaluar os custos da operação!
CUSTOS DE USO DA INFRA-ESTRUTURA
Quais são os custos cobrados
pela ALL para correr trens de turismo/passageiros por trem/qulómetro
despacho dos trens incluído (uso das linhas somente)?
Quais são os custos cobrados
pela FTC para correr trens de turismo/passageiros por trem/quilómetro
despacho dos trens incluído (uso das linhas somente)?
Indicações importantes
para evaluar os custos da operação!
CUSTOS DE OPERAÇÃO
Quais são os custos de operação
de trens a vapor, trens com locomotivas diesel, litorinas (automotrizes)
segundo RFFSA (sem contar os salários), incluindo manutenção
regular, carvão ou carburante, por quilometro de percurso?
PREÇOS DE BILHETES
Quais são as tarifas aplicadas
nos trens de turismo existentes (de Tubarão; de Rio Negrinho).
Indicações importantes
para fixar a altura de tarifas possíveis!
Quais são as tarifas das linhas
de ônibus paralelas as linhas ferroviárias?
As indicações deveriam
ser feitas em Reais ou em US$. |